Total de visualizações de página

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

11-12-2012 Caindo de Paraquedas


11/12/2012 CAINDO DE PARA QUEDAS - Wylma anda logo, esta menina está sempre com a cabeça nas nuvens, depressa está chuviscado. Mamãe ia à frente e eu atrás olhava a garoa pensando quando puder vou caminhar na chuva e sentir chuviscar no meu corpo, ficar de cabelo encharcado, quem sabe quando eu for grande ando de avião e vejo as nuvens despejando água na gente. – Wylma anda, falava mamãe. Eu pensava, será que além de ver as nuvens de perto eu desço de para quedas? Será? Vínhamos da casa da Didira, minha querida madrinha e amiga de mamãe. Minha mãe era linda, cabelos castanhos, mulher meio cheinha, com enormes olhos verdes, exímia em prendas domésticas, inteligente, era destaque nos Salões da época. Éramos vizinhos da Madrinha e logo entramos em casa. Mamãe me despachou para o banho e a Mafalda, como sempre muito sisuda, recomendava que eu fosse rápido, pois logo papai chegaria, era hora do jantar.
Sai muito arrumadinha do banheiro, Mafalda e mamãe passaram o visto, amarraram o laço do meu vestido e cai num longo abraço de papai. Tinha um irmão, Waldyr e mais tarde mamãe nos deu o Roberto- éramos uma família de classe média, morando numa grande casa com os pais, bi vós, avós, tios e sobrinhos. A maioria das vezes era muita gente.

Wylma Guimarães

Um comentário: